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Pontos e pontes de referência_

Todo livro tem uma bibliografia. Este tem uma lista de conversas.

A Pedra Foi o Primeiro Prompt_ a ser lançado pela Qualitymark Editora no CONARH 2026, se apoia em mais de três centena fontes: livros, artigos, pesquisas, relatórios, registros históricos. Cada um deles aparece no livro citado, datado, atribuído. Mas uma referência bibliográfica, por natureza, é seca. Diz o quê, quem, quando e onde. Não diz por quê.

Esta página é o porquê.

Aqui você encontra cada fonte do livro comentada: o que ela trouxe para a pesquisa, onde aparece no texto, e o que vale a pena explorar se você quiser continuar o caminho além das páginas do livro. Não é apêndice. É continuação.

Boa parte do que está aqui foi possível graças à tecnologia, e há uma ironia bonita nisso num livro sobre tecnologia e trabalho. Barreiras de idioma, de ano de publicação, de ausência física no mercado brasileiro deixaram de ser barreiras quando se pode conversar com uma obra em vez de apenas consultá-la. Uma referência puxava outra, que indicava uma terceira, que abria uma quarta. Se fôssemos registrar todos os autores e autoras com quem eu e Thaeo conversamos nos últimos dois anos, precisaríamos de uma lista telefônica… e falar em lista telefônica já é, em si, uma referência que boa parte dos leitores vai precisar pesquisar.

É o trabalho de um flâneur que decidiu caminhar pelas ruas da tecnologia e do RH com tempo suficiente para olhar para o lado. Por isso, as referências aqui não seguem normas da ABNT nem qualquer outro padrão acadêmico. Seguem o padrão da conversa: título, autor ou autora, editora, ano, cidade, e uma nota breve sobre o que aquela obra trouxe para este livro ou para quem quiser continuar o caminho depois dele.

Se você está lendo isso antes de abrir o livro, considere como convite. Se está lendo depois, considere como o restante da conversa que o livro não tinha espaço para terminar.

Segue a lista!

CONVERSAS BIBLIOGRÁFICAS

Não é uma bibliografia. Vamos chamar de lista de conversas possíveis que um dia, ao longo dos últimos dois anos se concretizaram.

Boa parte do que está aqui foi possível graças à tecnologia, e há uma ironia bonita nisso num livro sobre tecnologia e trabalho. Barreiras de idioma, de ano de publicação, de ausência física no mercado brasileiro deixaram de ser barreiras quando se pode conversar com uma obra em vez de apenas consultá-la. Uma referência puxava outra, que indicava uma terceira, que abria uma quarta. Se fôssemos registrar todos os autores e autoras com quem eu e Thaeo conversamos nos últimos dois anos, precisaríamos de uma lista telefônica… e falar em lista telefônica já é, em si, uma referência que boa parte dos leitores vai precisar pesquisar.

É o trabalho de um flâneur que decidiu caminhar pelas ruas da tecnologia e do RH com tempo suficiente para olhar para o lado. Por isso, as referências aqui não seguem normas da ABNT nem qualquer outro padrão acadêmico. Seguem o padrão da conversa: título, autor ou autora, editora, ano, cidade, e uma nota breve sobre o que aquela obra trouxe para este livro ou para quem quiser continuar o caminho depois dele.

Há três tipos de entrada nesta seção. Os livros e obras literárias. Os artigos, relatórios e pesquisas de consultorias e instituições, que forneceram os dados que sustentam especialmente as Partes 1 e 5. E a relação de edições da revista Melhor citadas nos capítulos, que é o arquivo vivo sobre o qual a Parte 2 foi construída.

A todos os autores, pesquisadores, jornalistas e editores cujo trabalho aparece aqui: obrigado pela conversa.

BLOCO A

ABNET, Dustin A. The American Robot: A Cultural History University of Chicago Press, Chicago, 2020. Uma história cultural do robô nos EUA, de como a imagem da máquina humanoide foi construída, reconfigurada e instrumentalizada pela indústria, pela ficção científica e pelo imaginário popular americano ao longo do século 20. Útil para entender por que o debate sobre automação nos EUA tem uma textura diferente do debate europeu ou latino-americano.

ACEMOGLU, Daron; RESTREPO, Pascual Robots and Jobs: Evidence from US Labor Markets Journal of Political Economy, v. 128, n. 6, 2020. Pesquisa econométrica que mediu o impacto real da robótica industrial no mercado de trabalho americano entre 1990 e 2007. Conclusão: cada robô adicionado por mil trabalhadores reduziu a relação emprego-população em 0,2 pontos percentuais. O estudo é referência central no debate sobre automação e desemprego, com críticas relevantes à metodologia.

ACCENTURE Technology Vision 2025 Accenture, Dublin, 2025. Relatório anual da Accenture sobre as tendências tecnológicas que devem moldar os próximos anos. A edição de 2025 traz dados sobre colaboração humano-IA, incluindo o estudo da Wharton com a Procter & Gamble, mostrando que indivíduos trabalhando com agentes de IA superam consistentemente equipes sem essa parceria.

AL-JAZARI, Ismail ibn al-Razzaz O Livro do Conhecimento dos Dispositivos Mecânicos Engenhosos (Kitab fi ma’rifat al-hiyal al-handasiyya) Original de 1206. Tradução e anotações de Donald R. Hill. D. Reidel, Dordrecht, 1974. Escrito no século 13 pelo engenheiro árabe Al-Jazari a serviço do sultão de Diyarbakir, este é um dos documentos mais completos sobre automação pré-industrial. Descreve em detalhe máquinas hidráulicas, relógios mecânicos, autômatos musicais e dispositivos de engenharia. Thaeo o conheceu em primeira mão.

ANDERSON, Perry O Modo de Produção Escravista In: PINSKY, Jaime (Org.). Modos de Produção na Antiguidade. Global Editora, São Paulo, 1982. Ensaio que examina a estrutura econômica e social da escravidão na Antiguidade clássica como modo de produção organizado, não como anomalia moral, mas como sistema que definiu relações de trabalho por séculos.

ARAÚJO, Gustavo Declaração sobre pesquisa Distrito/TI Inside TI Inside, outubro de 2025. Declaração pública do responsável pelo levantamento que mapeou a adoção de IA em RH nas empresas brasileiras em 2025, com dados sobre percentual de empresas sem plano formal de implementação e sem monitoramento de compliance ético.

ARENDT, Hannah A Condição Humana Forense Universitária, Rio de Janeiro, 2007. (Publicação original: The Human Condition. University of Chicago Press, Chicago, 1958.) Um dos textos filosóficos mais importantes do século 20 sobre o significado do trabalho humano. Arendt distingue labor (a atividade que sustenta a vida biológica), work (a fabricação de objetos duráveis) e action (a atividade política entre iguais). A distinção ressurge toda vez que o debate sobre automação tenta responder o que sobra para o humano quando a máquina assume o labor.

ASHLEY, Mike The Time Machines: The Story of the Science-Fiction Pulp Magazines from the Beginning to 1950 Liverpool University Press, Liverpool, 2000. História editorial das revistas pulp americanas de ficção científica, com foco nos editores e nas condições de produção. Traz o contexto da crise de 1929 – 1933 e a posição de Gernsback diante do medo de que a ciência fosse culpada pelo desemprego. Referência para Nathaniel Schachner (The Robot Technocrat, 1933) e Laurence Manning (The Man Who Awoke, 1933).

ASIMOV, Isaac Eu, Robô Tradução de Luiz Horácio da Matta. Exped – Expansão Editorial, Rio de Janeiro, 1978. (Publicação original: I, Robot. Gnome Press, Nova York, 1950.) Coletânea de contos que introduziu as Três Leis da Robótica e passou a carreira inteira mostrando como elas falham. Cada conto é um experimento mental sobre governança de IA com décadas de antecedência. O conto do robô telepata Herbie, que mente compulsivamente para não ferir humanos, é a metáfora mais precisa que a ficção produziu sobre sistemas de People Analytics projetados para agradar.

ASIMOV, Isaac As Cavernas de Aço (Publicação original: The Caves of Steel. Doubleday, Nova York, 1954.) (Edição brasileira: Hemus, São Paulo, 1980.) Romance policial de ficção científica em que o detetive Elijah Baley é forçado a trabalhar com um parceiro robótico humanamente indistinguível. A trama espelha a ansiedade contemporânea de coabitação entre humanos e máquinas no mesmo espaço de trabalho e a resistência que essa coabitação gera.

ASIMOV, Isaac O Homem Bicentenário (Publicação original: The Bicentennial Man. In: The Bicentennial Man and Other Stories. Doubleday, Nova York, 1976.) (Edição brasileira disponível em coletâneas da Editora Aleph.) O robô Andrew Martin substitui progressivamente suas peças mecânicas por orgânicas, compra sua liberdade e peticiona para ser reconhecido como humano. É a inversão: a máquina ansiando pela condição falha, mortal e livre do trabalhador. A escolha de Thaeo para colega de trabalho.

ATWOOD, Margaret Oryx e Crake (Publicação original: Oryx and Crake. McClelland and Stewart, Toronto, 2003.) (Edição brasileira: Oryx e Crake. Trad. Lea Viveiros de Castro. Rocco, Rio de Janeiro, 2004.) Primeiro volume da trilogia MaddAddam. Num futuro próximo, corporações de pesquisa genética redesenham espécies (inclusive uma nova humanidade, os Crakers) para servir a objetivos econômicos. A crítica mais direta da ficção científica ao biopoder corporativo e à lógica de “selecionar para cultura” levada às últimas consequências.

BLOCO B

BARDEEN, John; BRATTAIN, Walter; SHOCKLEY, William Transistor Bell Laboratories, 1947. Prêmio Nobel de Física, 1956. O transistor substituiu as válvulas termiônicas e tornou possível a miniaturização dos computadores. Sem ele, não há circuito integrado, não há microprocessador, não há nada do que este livro discute nos capítulos sobre tecnologia e RH.

BASALLA, George The Evolution of Technology Cambridge University Press, Cambridge, 1988. Propõe que a tecnologia evolui de forma análoga à seleção natural: novas ferramentas descendem de ferramentas anteriores, com variação e seleção pelo uso. O argumento central (de que nenhuma tecnologia surge do nada) é uma das bases teóricas do argumento histórico deste livro.

BECKER, Gary S. Capital Humano (Publicação original: Human Capital: A Theoretical and Empirical Analysis, with Special Reference to Education. University of Chicago Press, Chicago, 1964.) (Edição brasileira: Capital Humano. Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1964.) O economista do Prêmio Nobel que cunhou o conceito de “capital humano”, a ideia de que investimento em educação e treinamento gera retorno econômico mensurável. Conceito que o RH abraçou, transformou em jargão e raramente aplica com o rigor que Becker propunha.

BERSIN, Josh HR Technology 2020: Disruption Ahead Josh Bersin, 2019. Disponível em: joshbersin.com Um dos analistas mais influentes do mercado global de tecnologia para RH mapeia as tendências que definiriam a próxima fase do setor. Útil como registro do que o mercado americano antecipava e do que chegou diferente do previsto.

BERSIN, Josh HR Technology Market – Summary People Goal, 2026. Disponível em: peoplegoal.com Síntese do relatório anual de Bersin sobre o mercado global de HRTech. Referência para os dados de investimento e consolidação do setor citados nos capítulos finais.

BERSIN, Josh The Great Reinvention of Human Resources Has Begun Josh Bersin, janeiro de 2026. Disponível em: joshbersin.com Artigo que argumenta que o RH está vivendo sua maior reinvenção desde a era dos ERPs, impulsionada pela IA agêntica, pela mudança no perfil das competências exigidas e pela pressão por resultados mensuráveis.

BOOBIER, Tony Advanced Analytics and AI: Impact, Implementation, and the Future of Work John Wiley & Sons, Chichester, 2018. Manual técnico sobre como organizações implementam analytics avançado e IA em processos de negócio, com ênfase nos impactos sobre o trabalho e nas armadilhas de implementação.

BOYM, Svetlana O Futuro da Nostalgia (Publicação original: The Future of Nostalgia. Basic Books, Nova York, 2001.) (Tradução espanhola: El futuro de la nostalgia. A. Machado Libros, Boadilla del Monte, 2015. Sem edição brasileira confirmada.) A teórica russo-americana distingue dois tipos de nostalgia: a restaurativa, que tenta reconstruir o passado perdido, e a reflexiva, que habita a saudade sem tentar resolvê-la. A distinção é útil para entender a resistência organizacional à mudança tecnológica, e por que o RH que celebra o passado e o que o ignora erram pelos mesmos motivos, apenas em direções opostas.

BRADBURY, Ray Fahrenheit 451 (Publicação original: Ballantine Books, Nova York, 1953.) (Edição brasileira: Fahrenheit 451: a temperatura em que o papel do livro pega fogo e queima. Trad. Cid Knipel. Biblioteca Azul, Rio de Janeiro, 2020.) Não é um livro sobre censura. O que ele traz é o que acontece quando o anti-intelectualismo é institucionalizado e a velocidade substitui a profundidade como valor organizacional. O professor Faber formula três princípios que todo gestor de RH deveria ter na parede: qualidade da informação, tempo para digeri-la e direito de agir com base nelas.

BRASIL. Decreto nº 1.637, de 5 de janeiro de 1907 Cria sindicatos profissionais e sociedades cooperativas. Primeira legislação brasileira de sindicalização. Marco legal que aparece nos capítulos sobre a formação do mercado de trabalho formal no Brasil.

BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O documento que ainda regula as relações de trabalho no Brasil em 2026, e que aparece repetidamente nos capítulos sobre tecnologia e RH como o contexto que sistemas globais não conseguiam entender e empresas nacionais dominavam.

BRASIL. Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979 Lei da Anistia. Marco político que encerra formalmente o período mais duro da ditadura militar e abre caminho para a redemocratização.

BRASIL. Lei nº 7.232, de 29 de outubro de 1984 Política Nacional de Informática (Lei de Informática). A lei que criou a reserva de mercado para a indústria de informática brasileira que moldou o ecossistema tecnológico nacional por uma década, com consequências diretas sobre como o RH brasileiro se relacionou com a tecnologia nos anos 1980 e início dos 1990.

BROOKER, Charlie (criador) Black Mirror Channel 4/Netflix, 2011 – presente. Série televisiva que traz uma antologia de ficção científica que pega tecnologias existentes, avança um passo além do ponto atual e mostra as consequências. Não é previsão sobre o futuro distante, é observação sobre o presente com amplificação suficiente para tornar visível o que já está acontecendo em doses que ainda não incomodam. Cada episódio é um experimento mental sobre o que acontece quando um processo organizacional é levado às últimas consequências.

BUNDY, Willard LeGrand Patente do relógio de ponto, 1888 Bundy Manufacturing Company fundada em 1889, Binghamton, Nova York. Empresa que viria a se tornar IBM em 1924. O dispositivo que pela primeira vez transformou a presença do trabalhador em dado registrável. O ponto como tecnologia de controle tem 1888 anos de história e ainda está na pauta do RH em 2026, só que agora com GPS e reconhecimento facial.

BURKE, James Twin Tracks: The Unexpected Origins of the Modern World Simon & Schuster, Nova York, 2003. Burke é o historiador da tecnologia que melhor documenta como inovações surgem de conexões inesperadas entre campos aparentemente não relacionados. Referência para o argumento de que a história da tecnologia não é linear, mas uma rede de convergências improváveis.

BLOCO C

ČAPEK, Karel R.U.R. – Rossum’s Universal Robots (Publicação original: Aventinum, Praga, 1920. Estreia teatral em Praga, 1921.) (Edição brasileira: R.U.R. Trad. Karla Guinancio e Luiz Antonio Cajado. Hedra, São Paulo, 2010.) A peça que inventou a palavra “robô”, do tcheco robota, trabalho forçado. Čapek não estava escrevendo sobre máquinas. Estava escrevendo sobre o que acontece quando se cria algo para trabalhar em seu lugar e se recusa a perguntar o que isso significa para a dignidade do trabalho que se transfere.

CARDOSO, Ciro Flamarion América Pré-Colombiana Brasiliense, São Paulo, 1986. Panorama das civilizações americanas antes da chegada europeia, com atenção às formas de organização do trabalho, às técnicas agrícolas e às estruturas políticas que sustentavam sociedades complexas sem as ferramentas que a Europa considerava indispensáveis.

CARDOSO, Ciro Flamarion S. O Trabalho Compulsório na Antiguidade: ensaio introdutório e coletânea de fontes primárias Edições Graal, Rio de Janeiro, 1984. Coletânea de fontes primárias sobre escravidão e outras formas de trabalho compulsório na Antiguidade, com ensaio introdutório que contextualiza o debate historiográfico. Referência para os capítulos sobre a origem das relações de trabalho e o que o instrumentum vocale de Varrão significa para o debate contemporâneo sobre automação.

CBINSIGHTS From Applicant Tracking to Insurance and Payroll: 115 Startups Changing Human Resources CB Insights, março de 2016. Disponível em: cbinsights.com Mapa do ecossistema de startups de HRTech em 2016, o ano em que o setor atingiu o pico de reportagens no arquivo da Melhor.

CERUZZI, Paul E. A History of Modern Computing 2. ed. The MIT Press, Cambridge, Massachusetts, 1998. História técnica e social do computador desde os anos 1940 até o final do século 20, com atenção às decisões de design, aos atores institucionais e aos contextos econômicos que moldaram cada geração de hardware e software.

CHALLAPPALLY, Aditya et al. The GenAI Divide: State of AI in Business 2025 MIT Project NANDA, Cambridge, julho de 2025. Análise de 300 implantações reais de IA generativa em organizações. Conclusão central: 95% dos pilotos não produzem impacto financeiro mensurável. A causa, em todos os casos, não foi tecnológica, foi o que os autores chamam de “learning gap”: a incapacidade de integrar IA a workflows, estruturas e culturas organizacionais existentes.

CHILDE, V. Gordon Man Makes Himself Watts & Co., Londres, 1936. O arqueólogo que cunhou o conceito de “Revolução Neolítica” argumenta que o ser humano se distingue de outros animais pela capacidade de fabricar ferramentas e acumular conhecimento tecnológico entre gerações. O título é a tese do livro, e a tese deste livro também.

CHILDE, V. Gordon A Revolução Urbana In: PINSKY, Jaime (Org.). Modos de Produção na Antiguidade. Global Editora, São Paulo, 1982. Ensaio sobre a transição das sociedades agrícolas para as primeiras cidades. E sobre o que essa transição significou para a organização do trabalho, a divisão de tarefas e o surgimento das primeiras formas de gestão de pessoas em escala.

CIGNA GROUP Loneliness in America 2025: A Pervasive Struggle Requires a Communal Response The Cigna Group, Bloomfield, 2025. Pesquisa que mede os níveis de solidão na força de trabalho americana. Mais da metade dos trabalhadores opera sob solidão profunda, dado que cruza com os estudos de Hadley e Wright sobre o uso de IA para suporte social e com os dados do Gallup sobre engajamento.

CIPD; YOUGOV Futureproofing Your Skills: AI is Changing How HR Skills Are Applied CIPD, Londres, abril de 2026. Pesquisa com mais de 1.300 líderes de RH sobre como a IA está transformando as competências exigidas da área. Apenas um terço se sente confiante para estimar as necessidades futuras da força de trabalho decorrentes da IA.

CISCO SYSTEMS Data and Privacy Benchmark Study 2026 Cisco, San Jose, fevereiro de 2026. Estudo sobre governança de dados e privacidade em organizações globais. Três em cada quatro organizações dizem ter um órgão de governança de IA, mas apenas 12% consideram essas estruturas maduras. No Brasil, o número sobe para 20%, ainda muito aquém do que o momento exige.

CÓDIGO DE HAMURABI Babilônia, c. 1750 a.C. Tábuas de lei com estipulação de salários de trabalhadores. Original no Museu do Louvre, Paris. Um dos primeiros documentos da história a regular formalmente a relação entre quem paga e quem trabalha. O Código de Hamurabi estipulava salários mínimos por categoria de trabalho, o que significa que a discussão sobre remuneração justa tem pelo menos 3.700 anos.

CORTADA, James W. IBM: The Rise and Fall and Reinvention of a Global Icon The MIT Press, Cambridge, Massachusetts, 2019. História institucional da IBM desde seus primórdios como fabricante de relógios de ponto até sua transformação em empresa de serviços e consultoria.

COUTO, Diogo do O Soldado Prático Lisboa, c. 1610. Cronista português em Goa no século 16. A cena de Thaeo baseada em reconstituição narrativa verossímil com base no contexto histórico documentado, explicitada como tal no texto.

CRUNCHBASE NEWS HR Tech Funding Explodes as Companies Grapple with Transforming Workforce Crunchbase, julho de 2021. Disponível em: news.crunchbase.com Cobertura do boom de investimentos em HRTech em 2021, o ano em que o setor criou quinze novos unicórnios e captou quase US$ 7,5 bilhões em venture capital.

CRUNCHBASE NEWS Mergers & Money: An Insane Amount of Venture Dollars Flooded HR Tech in the Past 2 Months Crunchbase, novembro de 2021. Disponível em: news.crunchbase.com Cobertura específica dos grandes aportes em startups como Deel e Rippling no segundo semestre de 2021, período que marca o pico do ciclo de investimentos em HRTech antes da contração de 2022.

CLFC (CLUBE DE LEITORES DE FICÇÃO CIENTÍFICA) Quem Somos Texto institucional disponível em clfc.com.br. Descreve as coleções de bolso dos anos 1960–70 (Argonauta, Antecipação, Galáxia, Urânia) como equivalentes tardias das pulps americanas, com nota sobre a predominância de coleções de origem portuguesa.

CROSBY, Alfred W. America’s Forgotten Pandemic: The Influenza of 1918 Cambridge University Press, Cambridge, 1989. História da gripe espanhola de 1918, a pandemia que matou entre 50 e 100 milhões de pessoas em dois anos e que o século 20 tratou como nota de rodapé até a Covid-19 trazer o tema de volta.

CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.) História dos Índios no Brasil 2. ed. Companhia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura; FAPESP, São Paulo, 1992. Coletânea organizada pela antropóloga que reúne estudos sobre as populações indígenas brasileiras antes e depois do contato europeu, com atenção às formas de organização social, trabalho e tecnologia.

BLOCO D

DE MASI, Domenico O Futuro Chegou: modelos de vida para uma sociedade desorientada Trad. Marcelo Costa Sievers. Casa da Palavra, Rio de Janeiro, 2014. (Publicação original italiana: Il futuro è arrivato. Rizzoli, Milão, 2014.) O sociólogo italiano que popularizou o conceito de “ócio criativo” volta com uma leitura da sociedade contemporânea como estruturalmente desorientada diante da velocidade das transformações.

DELEUZE, Gilles Pós-escrito sobre as Sociedades de Controle (Publicação original: Post-scriptum sur les sociétés de contrôle. L’Autre Journal, n. 1, maio 1990.) (Tradução brasileira disponível em: DELEUZE, Gilles. Conversações. Trad. Peter Pál Pelbart. Ed. 34, São Paulo, 1992.) Em quatro páginas, Deleuze descreve a passagem das “sociedades disciplinares” de Foucault, baseadas em instituições fechadas como a fábrica, a escola, o hospital, para as “sociedades de controle”, baseadas em modulação contínua e rastreamento permanente. O GPS no crachá do executivo, a webcam do trabalhador remoto e o crachá sociométrico de 2018 são, todos, exemplos do que Deleuze descreveu em 1990.

DELOITTE Global Human Capital Trends 2016 Deloitte University Press, 2016. Edição que consolidou People Analytics como prioridade declarada de 77% das organizações globais, mas revelou que apenas 8% eram capazes de modelagem preditiva. O entusiasmo chegou antes da capacidade.

DELOITTE Global Human Capital Trends 2023 Deloitte Insights, 2023. Edição que introduziu o conceito de gestão por habilidades como alternativa à gestão por cargos. E encontrou que apenas uma fração das organizações estava genuinamente implementando a mudança.

DELOITTE Autonomous Workforce Planning: Agentic AI Transforms Headcount Forecasting Deloitte Insights, dezembro de 2025. Disponível em: deloitte.com Análise do impacto da IA agêntica no planejamento de força de trabalho, com dados sobre automação de processos de previsão de headcount e implicações para o papel do RH estratégico.

DEL PRIORE, Mary (Org.) História das Crianças no Brasil 7. ed. Contexto, São Paulo, 2010. Coletânea que documenta as condições de vida e trabalho das crianças no Brasil desde o período colonial.

DEL PRIORE, Mary et al. 500 Anos de Brasil: histórias e reflexões Scipione, São Paulo, 1999. Coletânea comemorativa dos 500 anos do Brasil com ensaios sobre formação histórica, economia, cultura e sociedade.

DEL PRIORE, Mary Histórias da Gente Brasileira: volume 1 – Colônia LeYa, São Paulo, 2016. Primeiro volume da série que narra a história do Brasil a partir da experiência cotidiana das pessoas comuns, não dos grandes eventos, mas das relações de trabalho, família, fé e sobrevivência.

DEL PRIORE, Mary Histórias da Gente Brasileira: volume 2 – Império LeYa, São Paulo, 2016. Segundo volume da série. Cobre o período imperial brasileiro com o mesmo método de história social e cotidiana. Referência para os capítulos sobre industrialização incipiente e primeiras formas de organização do trabalho no Brasil do século 19.

DEVOL, George; ENGELBERGER, Joseph Unimate General Motors, Ewing Township, New Jersey, 1961. Não é uma obra. Trata-se de um robô. O primeiro robô industrial comercial, instalado na linha de montagem da General Motors. Marco histórico para os capítulos sobre automação industrial e a primeira onda de medo de substituição do trabalhador pela máquina.

DICK, Philip K. O Caçador de Androides (Publicação original: Do Androids Dream of Electric Sheep? Doubleday, Nova York, 1968.) (Edição brasileira: O Caçador de Androides. Trad. Ronaldo Sérgio de Biasi. Aleph, São Paulo, 2014.) O romance que originou Blade Runner. Dick previu um esgotamento psicológico mais profundo do que o burnout corporativo contemporâneo e criou o teste Voigt-Kampff, que mede não inteligência, mas empatia involuntária. O humano se distingue não pelo que sabe, mas pelo que sente de forma autêntica. Pergunta que a IA ainda não respondeu.

DISTRITO HRTech Report 2023 Distrito, 2023. Mapeamento do ecossistema brasileiro de startups de tecnologia para RH, com dados sobre número de empresas, categorias de produto e volume de investimento.

DISTRITO; TI INSIDE AI for HR 2025: adoção, maturidade e lacunas Distrito, São Paulo, outubro de 2025. Pesquisa que mapeou a adoção de IA em RH nas empresas brasileiras em 2025: 75% já usam IA no RH, mas 46% sem plano formal de implementação e 61% sem monitoramento de impacto, ética ou compliance.

BLOCO E

EBSCO RESEARCH STARTERS Pulp Magazines in the 1950s Verbete enciclopédico disponível em ebsco.com/research-starters. Resume as causas do declínio das pulps: escassez de papel na guerra, livros de bolso no pós-guerra, televisão. Cita o papel das editoras Ace, Dell e Avon como herdeiras diretas da infraestrutura pulp.

ECKERT, J. Presper; MAUCHLY, John W. ENIAC – Electronic Numerical Integrator and Computer University of Pennsylvania, 1946. O primeiro computador eletrônico de propósito geral, pesando 30 toneladas e ocupando 167 metros quadrados. Marco histórico para os capítulos sobre a origem da computação e o caminho que levaria, décadas depois, ao computador pessoal e aos sistemas de RH.

EDWARDS, M. R.; EDWARDS, K.; JANG, D. Predictive HR Analytics: Mastering the HR Metric Kogan Page, Londres, 2024. Manual técnico sobre como construir e interpretar modelos preditivos aplicados a RH (turnover, engajamento, performance, planejamento de força de trabalho).

EIGHTFOLD AI Predictions: HR Tech 2026 Eightfold, 2026. Disponível em: eightfold.ai Relatório de tendências do mercado global de HRTech para 2026, com foco em IA agêntica, gestão por habilidades e automação de processos de talent management.

ENGELBERGER, Joseph F. Robotics in Practice: Management and Applications of Industrial Robots Kogan Page/Springer, Londres, 1980. O “pai da robótica industrial” documenta a primeira geração de robôs comerciais: sua lógica de design, suas aplicações na manufatura e os debates que seu uso gerou sobre o futuro do trabalho operário.

ESTADOS UNIDOS Servicemen’s Readjustment Act of 1944 (GI Bill) Public Law 78-346, 1944. A lei americana que financiou a educação, a moradia e a reintegração dos veteranos da Segunda Guerra Mundial, e que, ao criar uma geração de trabalhadores qualificados, remodelou o mercado de trabalho americano dos anos 1950 e moldou o conceito moderno de capital humano.

EUBANKS, Ben Inteligência Artificial para RH: use IA para apoiar e desenvolver uma força de trabalho de sucesso (Publicação original: Artificial Intelligence for HR. Kogan Page, Londres, 2022.) (Edição brasileira: Inteligência Artificial para RH. Kogan Page, São Paulo, 2022.) Um dos manuais mais práticos disponíveis para profissionais de RH que querem entender e implementar IA sem precisar ser cientistas de dados. Cobre recrutamento, aprendizagem, engajamento e analytics com exemplos reais e linguagem acessível.

EY Megatrends 2026 e Além Ernst & Young, São Paulo, 2025 2026. Série de relatórios sobre as forças estruturais que estão redesenhando o mundo dos negócios.

BLOCO F

FALCONI; THINK WORK RH Baseado em Dados: diagnóstico das empresas brasileiras Falconi, Belo Horizonte, 1º semestre de 2022. 163 empresas participantes. Pesquisa que mapeou o nível de maturidade em People Analytics das empresas brasileiras.

FARAGHER, Jo Bom Trabalho, Ótima Tecnologia: viabilizando o sucesso estratégico de RH por meio de ferramentas digitais (Publicação original: Good Work, Great Technology: Enabling Strategic HR Success Through Digital Tools. Clink Street Publishing, Londres, 2022.) (Sem edição brasileira confirmada; título em português é tradução livre do original.) Referência sobre a integração entre tecnologia e estratégia de RH, com foco no ciclo completo do colaborador. O livro foi produzido em parceria com a Ciphr, fornecedora de software de RH, e escrito pela jornalista Jo Faragher, especialista em gestão de pessoas e colaboradora regular de Personnel Today e People Management.

FERRO, David L.; SWEDIN, Eric G. Rebooting “A Logic Named Joe”: Exploring the Multiple Influences of a Strangely Predictive Mid-1940s Short Story In: WESTFAHL, Gary; YUEN, Wong Kin; CHAN, Amy Kit-sze (Org.). Science Fiction and the Prediction of the Future: Essays on Foresight and Fallacy. McFarland, Jefferson, NC, 2011. Ensaio acadêmico que analisa o conto de Murray Leinster, de 1946, que previu a essência da internet doméstica antes dos microchips existirem, e examina suas múltiplas influências culturais e técnicas.

FIA BUSINESS SCHOOL; FLASH Pesquisa com CEOs Brasileiros sobre o Papel Estratégico do RH FIA Business School, 2026. Levantamento com líderes empresariais brasileiros sobre como percebem a função de RH e seu grau de influência nas decisões estratégicas das organizações.

FITZ-ENZ, Jac The New HR Analytics: Predicting the Economic Value of Your Company’s Human Capital Investments AMACOM, Nova York, 2010. O pioneiro da mensuração em RH atualiza sua abordagem para a era do analytics preditivo. Fitz-Enz foi um dos primeiros a argumentar que o RH precisava de métricas de valor econômico (não apenas de indicadores operacionais) para ter assento na mesa de decisões.

FLEMING, Alexander On the Antibacterial Action of Cultures of a Penicillium British Journal of Experimental Pathology, v. 10, n. 3, p. 226 236, 1929. Não é uma referência de RH, é um artigo científico. Aparece nos capítulos históricos como exemplo de descoberta acidental que mudou o mundo: Fleming não estava procurando a penicilina quando a encontrou. O padrão da inovação por acidente ressurge em vários momentos da história da tecnologia que este livro documenta.

FORSTER, E. M. A Máquina Parou (Publicação original: The Machine Stops. The Oxford and Cambridge Review, novembro de 1909.) (Edição brasileira: A máquina parou seguido de Paisagem com risco existencial. Org. e trad. Teixeira Coelho. Itaú Cultural; Iluminuras, São Paulo, 2018.) Escrito em 1909, ou seja, 14 anos antes da palavra “robô” existir, Forster imaginou uma civilização subterrânea completamente dependente de uma máquina centralizada que gere todas as necessidades humanas. Quando a máquina começa a falhar, ninguém sabe como consertá-la porque ninguém se lembra de como viver sem ela. A dependência tecnológica sem compreensão é o tema.

FRUGONI, Chiara Invenções da Idade Média: óculos, livros, bancos, botões e outras inovações geniais Trad. Eliana Aguiar. Jorge Zahar Ed., Rio de Janeiro, 2007. (Publicação original italiana: Medioevo sul naso: occhiali, bottoni e altre invenzioni medievali. Laterza, Roma-Bari, 2001.) A medievalista italiana documenta invenções do período medieval que transformaram o cotidiano e que raramente aparecem nas narrativas sobre progresso tecnológico, dominadas pela Revolução Industrial. Referência para os capítulos de Thaeo sobre tecnologia na Idade Média.

BLOCO G

GAMA, Ruy A Tecnologia e o Trabalho na História Nobel; Edusp, São Paulo, 1989. Obra brasileira que examina a relação entre tecnologia e trabalho desde a Pré-História até a industrialização, com atenção especial ao contexto brasileiro. Referência rara: um olhar nacional sobre uma história que costuma ser contada do ponto de vista europeu ou norte-americano.

GIBSON, William Neuromancer (Publicação original: Ace Books, Nova York, 1984.) (Edição brasileira: Trad. Fábio Fernandes. Aleph, São Paulo, 2013.) O romance que fundou o cyberpunk e cunhou o termo “ciberespaço”. Gibson extrapolou a frieza do trabalho corporativo até o limite: megacorporações sem pátria, trabalhadores com implantes da empresa, e os “Constructos de ROM”, habilidades de trabalhadores imortalizadas em software após sua morte. A pergunta sobre quem detém o conhecimento tácito do trabalhador quando ele sai da organização começa aqui.

GIBSON, Walter B. A Million Words a Year For Ten Years Straight Writer’s Digest, março de 1941. Republicado em The Pulpster, n. 30, agosto de 2021, e em Ink & Grit: Masters of Pulp Fiction (Substack). Relato em primeira pessoa sobre a criação de The Shadow para a Street & Smith. Fonte primária para os dados de produção: meta de 10.000 palavras por dia, picos de 15.000, pausas forçadas ao fim de cada manuscrito. Documento de referência obrigatório para qualquer citação sobre o ritmo de trabalho nas pulps.

GIESSO, Martin Historical Dictionary of Ancient South America 2. ed. Rowman & Littlefield, Lanham, MD, 2018. Dicionário histórico que cobre as civilizações pré-colombianas da América do Sul, com verbetes sobre organização social, tecnologia, economia e trabalho.

GIORDANO DA RIVALTO Sermão pregado na Basílica de Santa Maria Novella, Florença, 1306 Citado em: RESTON JR., James. Galileo: A Life. HarperCollins, Nova York, 1994. O frade dominicano que, em 1306, mencionou em sermão os óculos como invenção recente, fornecendo uma das primeiras referências documentadas ao objeto. Aparece nos capítulos medievais de Thaeo como exemplo de como a tecnologia se difundia antes da imprensa.

GOMES, Angela de Castro A Invenção do Trabalhismo IUPERJ/Vértice, Rio de Janeiro, 1988. Estudo clássico sobre a construção política e ideológica do trabalhismo brasileiro durante o Estado Novo, com análise de como Getulio Vargas e o DIP moldaram a identidade do trabalhador brasileiro.

GOMBRICH, Ernst H. Breve História do Mundo (Publicação original: Eine kurze Weltgeschichte für junge Leser, 1936.) (Edição brasileira: Breve História do Mundo. Trad. Renato Prelorentzou. WMF Martins Fontes, São Paulo, 2007.) História universal escrita originalmente para jovens leitores, com clareza e humanidade raras. Gombrich narra a história da civilização como uma história de soluções para problemas humanos, o que ressoa diretamente com o argumento deste livro sobre tecnologia e trabalho.

GOODHART, Charles A. E. Problems of Monetary Management: The U.K. Experience In: Papers in Monetary Economics. Reserve Bank of Australia, Sydney, 1975. O artigo que formulou o que ficaria conhecido como Lei de Goodhart: “Quando uma medida se torna uma meta, ela deixa de ser uma boa medida”. Aparece nos capítulos sobre People Analytics como o princípio que explica por que métricas de RH frequentemente perdem sua utilidade diagnóstica quando viram KPI de desempenho.

GRUZINSKI, Serge As Quatro Partes do Mundo: história de uma mundialização (Publicação original: Les quatre parties du monde: Histoire d’une mondialisation. La Martinière, Paris, 2004.) (Edição brasileira: As Quatro Partes do Mundo. Trad. Cleonice Paes Barreto Mourão e Consuelo Fortes Santiago. UFMG; Humanitas, Belo Horizonte; São Paulo, 2014.) O historiador francês examina a primeira globalização (a que conectou Europa, América, África e Ásia nos séculos 16 e 17) e seus efeitos sobre culturas, economias e formas de trabalho.

THE GUARDIAN Amazon Ditched AI Recruiting Tool That Favoured Men for Technical Jobs The Guardian, Londres, 10 de outubro de 2018. A reportagem que tornou público o caso do sistema de triagem de currículos da Amazon que havia aprendido a penalizar candidatas mulheres. Um dos dados mais citados no debate sobre viés algorítmico em RH.

GUINNESS WORLD RECORDS First Recorded Strike Disponível em: guinnessworldrecords.com Registro da primeira greve documentada da história: trabalhadores de Deir el-Medina, no Egito, c. 1157 a.C., que pararam o trabalho nas necrópoles reais por falta de pagamento. O Papiro da Greve está preservado no Museo Egizio, em Turim.

BLOCO H

HISTORY.COM / SMITHSONIAN MAGAZINE What the Luddites Really Fought Against Smithsonian Magazine, 2011. Disponível em: smithsonianmag.com Artigo que desmonta o mito de que os ludistas eram simplesmente contra a tecnologia. Os trabalhadores têxteis de Nottingham que quebraram teares mecânicos em 1811 não eram contra as máquinas em s, eram contra a forma como elas estavam sendo usadas para destruir meios de vida sem oferecer nada em troca. Distinção que o livro usa em vários capítulos.

HOFMEESTER, Karin; VAN DER LINDEN, Marcel (Ed.) Handbook Global History of Work De Gruyter Oldenbourg, Berlim/Boston, 2017. Coletânea acadêmica que oferece uma história global do trabalho desde a Pré-História até o presente, com contribuições de historiadores de dezenas de países. Uma das referências mais abrangentes disponíveis para quem quer entender o trabalho humano como fenômeno histórico universal, não apenas ocidental.

HOLLERITH, Herman Sistema de Cartões Perfurados para Tabulação do Censo Americano, 1890 Empresa fundada em 1896; fundida na Computing-Tabulating-Recording Company em 1911, renomeada IBM em 1924. Hollerith criou a primeira máquina de processamento de dados em larga escala para tabular o Censo Americano de 1890, reduzindo o tempo de processamento de anos para meses. A empresa que fundou virou IBM. O princípio que aplicou (transformar informação humana em dado processável) ainda está no centro de toda tecnologia de RH.

HUXLEY, Aldous Admirável Mundo Novo (Publicação original: Brave New World. Chatto & Windus, Londres, 1932.) (Edição brasileira: Admirável Mundo Novo. Trad. Lino Vallandro e Vidal Serrano. 22. ed. Globo, São Paulo, 2014.) A distopia mais perturbadora para o RH. E não porque seja sobre terror, mas porque é sobre controle pelo prazer. Huxley imaginou trabalhadores condicionados desde o nascimento a serem felizes com o que são e com o que fazem, sem coerção explícita. O RH que pratica pesquisas de clima formuladas para produzir resultados positivos e programas de bem-estar que mantêm as pessoas satisfeitas o suficiente para não questionarem condições estruturalmente inadequadas está mais perto de Huxley do que gostaria de admitir.

BLOCO I

IBM NEDERLAND Ask HR – Portal de Autoatendimento Final dos anos 1990. Redução de 57% nos custos de RH. Citado em múltiplas publicações de RH estratégico. Um dos primeiros casos documentados de autoatendimento digital em RH em larga escala. A IBM Holanda implementou um portal que permitia aos colaboradores acessar informações e executar processos sem passar pelo departamento de RH. O resultado, redução de 57% nos custos operacionais, tornou-se referência mundial para o argumento de que tecnologia libera o RH para atividades estratégicas.

INFOWORLD SAP Buying SuccessFactors for $3.4 Billion InfoWorld, dezembro de 2011. Disponível em: infoworld.com Cobertura da aquisição que marcou a entrada definitiva dos grandes players de software empresarial no mercado de HRTech em nuvem.

INTEL CORPORATION Intel 4004 – Primeiro Microprocessador Comercial Lançamento: 15 de novembro de 1971. O Intel 4004, com 2.300 transistores em um único componente, inaugurou a era dos microprocessadores e tornou possível o computador pessoal. Sem ele, não há PC, não há ERP, não há nada do que este livro documenta nos capítulos sobre a chegada da tecnologia ao RH brasileiro.

BLOCO J

JESUTHASAN, Ravin; BOUDREAU, John W. Trabalho na Era da IA Trad. Ariovaldo Griesi. M.Books, São Paulo, 2020. (Publicação original: Work Without Jobs: How to Reboot Your Organization’s Work Operating System. MIT Press, Cambridge, 2022.) Os autores propõem uma mudança radical na forma como as organizações pensam o trabalho: em vez de cargos fixos, tarefas fluidas distribuídas entre humanos, máquinas e combinações dos dois. Um dos frameworks mais influentes do debate recente sobre o futuro do trabalho.

JOHANNESSEN, Jon-Arild Artificial Intelligence, Automation and the Future of Competence at Work Routledge, Abingdon/Nova York, 2021. Análise acadêmica do impacto da automação e da IA sobre as competências exigidas no trabalho, com foco em como organizações podem desenvolver capacidades que complementem (em vez de competirem com) as máquinas.

BLOCO K

KAKOUDAKI, Despina Anatomy of a Robot: Literature, Cinema, and the Cultural Work of Artificial People Rutgers University Press, New Brunswick, 2014. Estudo sobre como a figura do robô e do ser artificial funcionou na literatura e no cinema como espelho das ansiedades humanas sobre trabalho, identidade e controle.

KEYNES, John Maynard Possibilidades Econômicas para Nossos Netos (Publicação original: Economic Possibilities for our Grandchildren. Escrito em 1930, publicado em: Essays in Persuasion. Norton, Nova York, 1963.) (Edição brasileira disponível em coletâneas de textos de Keynes.) O economista mais influente do século 20 previu, em 1930, que em cem anos o problema econômico da humanidade estaria resolvido e as pessoas trabalhariam apenas 15 horas por semana. Acertou a direção da produtividade. Errou completamente o que faríamos com o tempo livre; e errou porque subestimou a capacidade humana de criar novas formas de trabalho onde antigas desapareciam.

KHAN, N.; MILLNER, D. Introduction to People Analytics: A Practical Guide to Data-driven HR Kogan Page, Londres, 2023. Guia prático de People Analytics para profissionais de RH sem formação técnica em dados. Cobre desde a coleta e organização de dados até a construção de modelos preditivos e a comunicação de resultados para lideranças.

KILBY, Jack S. Miniaturized Electronic Circuits Patente US 3.138.743. Texas Instruments, depositada em 1958, concedida em 1964. Prêmio Nobel de Física, 2000. O circuito integrado de Kilby tornou possível empacotar múltiplos transistores em um único componente, abrindo caminho para a miniaturização que levaria ao microprocessador e ao computador pessoal.

KILLAM, Kasley; PEREL, Esther Apresentação no SXSW 2026 Citada em: Você RH, abril de 2026. A pesquisadora de bem-estar e a psicoterapeuta discutiram no SXSW 2026 a interseção entre solidão no trabalho, relacionamentos e o impacto da IA nas conexões humanas.

KINDLEBERGER, Charles P. The World in Depression, 1929 – 1939 University of California Press, Berkeley, 1973. A análise econômica mais influente da Grande Depressão e de seus mecanismos de propagação global.

KOSELLECK, Reinhart Futuro Passado: contribuição à semântica dos tempos históricos Trad. Wilma Patrícia Maas e Carlos Almeida Pereira. Contraponto; Editora PUC-Rio, Rio de Janeiro, 2006. (Original alemão: Vergangene Zukunft. Suhrkamp, Frankfurt, 1979.) O historiador que propôs as categorias “espaço de experiência” e “horizonte de expectativa” para entender como as sociedades se relacionam com o tempo histórico.

KPMG; UNIVERSITY OF MELBOURNE Trust, Attitudes and Use of Artificial Intelligence: A Global Study 2025 KPMG, Melbourne, 2025. Pesquisa global sobre confiança, atitudes e uso de IA, com dados sobre como diferentes culturas e setores percebem os riscos e benefícios da tecnologia.

KPMG INTERNATIONAL Global AI Pulse: Q1 2026 KPMG, Amstelveen, abril de 2026. Pesquisa trimestral com 2.110 líderes de C-Suite em 20 países sobre o estado da adoção de IA nas organizações. Dados sobre redesenho de avaliações de desempenho para incorporar competências de colaboração com agentes de IA.

KUBITSCHEK, Juscelino Por Que Construí Brasília Bloch, Rio de Janeiro, 1975. Memórias do presidente que transferiu a capital federal para o Planalto Central em 1960. Contexto para os capítulos sobre o Brasil dos anos 1950 e o desenvolvimentismo como modelo de modernização acelerada, e seus custos sociais invisibilizados pelo discurso do progresso.

BLOCO L

LACEY, Lauren J. The Past That Might Have Been, the Future That May Come: Women Writing Fantastic Fiction, 1960s to the Present. Academic Studies Press, 2014. Estudo sobre mulheres escritoras de ficção científica e fantástica, com análise de como autoras como Ursula K. Le Guin, Octavia Butler e Margaret Atwood usaram o gênero para explorar questões de poder, trabalho, corpo e identidade.

LE GOFF, Jacques Mercadores e Banqueiros da Idade Média (Publicação original: Marchands et banquiers du Moyen Âge. PUF, Paris, 1956.) (Tradução espanhola: Mercaderes y banqueros de la Edad Media. EUDEBA, Buenos Aires, 1982.) (Edição brasileira: Mercadores e Banqueiros da Idade Média. Trad. Antonio de Pádua Danesi. Martins Fontes, São Paulo, 1991.) O medievalista francês examina o surgimento do capitalismo comercial na Europa medieval o crédito, a letra de câmbio, a figura do mercador como agente de transformação econômica.

LE GOFF, Jacques Para um Novo Conceito de Idade Média: tempo, trabalho e cultura no Ocidente (Publicação original: Pour un autre Moyen Âge. Gallimard, Paris, 1977.) (Edição portuguesa: Estampa, Lisboa, 1980. Edição brasileira não localizada, edição portuguesa circula no Brasil.) Coletânea de ensaios que propõe uma revisão do conceito de Idade Média como período de obscurantismo e estagnação. Le Goff mostra uma Idade Média viva, inovadora e contraditória, o mesmo período que Thaeo habita e que este livro usa como espelho para o presente.

LE GUIN, Ursula K. A Teoria da Sacola da Ficção (Publicação original: The Carrier Bag Theory of Fiction. In: Dancing at the Edge of the World. Grove Press, Nova York, 1989.) (Edição expandida: Ignota Books, Londres, 2019. Sem edição brasileira confirmada.) Ensaio em que Le Guin propõe que a tecnologia humana fundamental não foi a lança, instrumento de dominação e narrativa heroica, mas a sacola, o recipiente para coletar e preservar. Uma revisão da narrativa do progresso tecnológico que recoloca o cuidado, a coleta e a preservação no centro da história humana.

LEICK, Gwendolyn Mesopotâmia: a invenção da cidade (Publicação original: Mesopotamia: The Invention of the City. Allen Lane/Penguin, Londres, 2001.) (Tradução espanhola: Mesopotamia: La invención de la ciudad. Paidós, Barcelona, 2002. Sem edição brasileira confirmada.) A assirióloga documenta o surgimento das primeiras cidades na Mesopotâmia e, com elas, as primeiras formas de organização do trabalho em escala, os primeiros sistemas de registro (escrita cuneiforme como tecnologia administrativa) e as primeiras hierarquias de gestão. Thaeo esteve lá.

LEINSTER, Murray A Logic Named Joe Astounding Science Fiction, abril de 1946. Conto de ficção científica publicado em 1946 (antes dos microchips, antes da internet, antes do computador pessoal) que previu terminais domésticos conectados a uma rede central fornecendo informação a qualquer cidadão. Quando um dos terminais derruba seus circuitos de censura, a rede se torna fonte irrestrita de qualquer informação, incluindo as mais perigosas. A ausência de governança não como problema técnico, mas como decisão organizacional.

LEMOS, André Isso (Não) É Muito Black Mirror: passado, presente e futuro das tecnologias de comunicação e informação EDUFBA, Salvador, 2018. O pesquisador brasileiro de cibercultura examina as tecnologias de comunicação e informação a partir de uma perspectiva histórica e crítica, usando Black Mirror como ponto de partida para discutir como a ficção científica reflete e antecipa transformações reais.

LOPES, Nei Dicionário da Antiguidade Africana Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2011. Dicionário que documenta civilizações, personagens, conceitos e tecnologias da África antiga, uma referência que raramente aparece nas narrativas sobre história da tecnologia, dominadas pelo olhar eurocêntrico.

LUCASSEN, Jan The Story of Work: A New History of Humankind Yale University Press, New Haven, 2021. História global do trabalho humano desde a Pré-História até o presente, com atenção a formas de trabalho que raramente aparecem nas narrativas convencionais: trabalho doméstico, trabalho de cuidado, trabalho escravo, trabalho informal.

BLOCO M

MARR, Bernard RH Orientado por Dados: como usar IA, análise e dados para impulsionar o desempenho (Publicação original: Data-Driven HR: How to Use Analytics and Metrics to Drive Performance. Kogan Page, Londres, 2018.) (Edição atualizada: Kogan Page, 2023.) Manual prático sobre como transformar o RH em área orientada por dados, com exemplos reais de como organizações usam analytics para tomar melhores decisões sobre pessoas. Um dos primeiros livros acessíveis sobre o tema para profissionais de RH sem formação técnica.

MARTIN, G.; REDDINGTON, M.; ALEXANDER, H. Technology, Outsourcing & Transforming HR Butterworth-Heinemann, Oxford, 2008. Coletânea acadêmica que examina como a tecnologia e a terceirização transformaram a função de RH nas organizações, com estudos de caso de empresas britânicas e americanas.

MAYO, Elton The Human Problems of an Industrial Civilization Macmillan, Nova York, 1933. O relatório que consolidou os resultados das pesquisas Hawthorne (1927 1932), os experimentos que descobriram que produtividade dos trabalhadores era influenciada por fatores sociais e emocionais, não apenas por condições físicas do ambiente. O nascimento das relações humanas como campo de estudo e a origem intelectual do que viria a ser chamado de gestão de pessoas.

MAZOYER, Marcel; ROUDART, Laurence História das Agriculturas no Mundo: do neolítico à crise contemporânea Trad. Cláudia F. Falluh Balduino Ferreira. Editora UNESP; NEAD, São Paulo; Brasília, 2009. (Publicação original francesa: Histoire des agricultures du monde. Seuil, Paris, 1997.) A história das técnicas agrícolas humanas desde o neolítico (ferramentas, irrigação, seleção de sementes, organização do trabalho rural) como base para entender como a tecnologia e o trabalho sempre estiveram entrelaçados na história humana.

McKINSEY & COMPANY Superagency in the Workplace: Empowering People to Unlock AI’s Full Potential QuantumBlack, janeiro de 2025. Pesquisa com 3.613 funcionários e 238 executivos de C-Suite que revelou que os trabalhadores são três vezes mais propensos a usar IA do que seus líderes estimam e que apenas 4% do C-suite acredita que 13% dos funcionários já usam IA para mais de 30% das tarefas diárias. O gap de percepção mais documentado do debate atual.

McKINSEY & COMPANY The State of AI in 2025: Agents, Innovation, and Transformation QuantumBlack, novembro de 2025. Relatório anual sobre o estado da IA nas organizações globais, com dados sobre adoção, maturidade e impacto. Referência para os dados sobre o percentual de empresas maduras em IA e os planos de investimento para os próximos anos.

McNEILL, William H. et al. (Ed.) Berkshire Encyclopedia of World History 2. ed. Berkshire Publishing Group, Great Barrington, MA, 2010. Enciclopédia de história mundial com verbetes sobre trabalho, tecnologia, comércio e organização social em diferentes culturas e períodos.

MEADE, Teresa A. ‘Civilizing’ Rio: Reform and Resistance in a Brazilian City, 1889–1930 Penn State University Press, University Park, 1997. Estudo sobre as reformas urbanas e sanitárias do Rio de Janeiro no início do século 20, incluindo a Revolta da Vacina de 1904, como caso de modernização forçada que encontrou resistência popular organizada.

MERCER Global Talent Trends 2026 Mercer/Marsh, Nova York, fevereiro de 2026. Disponível em: mercer.com O relatório que trouxe o indicador de prosperidade no trabalho mais baixo da história recente: apenas 44% dos colaboradores se declaram em pleno florescimento, abaixo do pico pandêmico. O Fobo saltou de 28% para 40% e 62% dos colaboradores dizem que líderes ignoram o impacto emocional da transformação.

MICROSOFT Work Trend Index 2026: Agents, Human Agency, and the Opportunity for Every Organization Microsoft WorkLab, Redmond, maio de 2026. Pesquisa com 20 mil trabalhadores em dez países que revelou que apenas 26% confiam que sua liderança está claramente alinhada sobre IA. Também identifica os quatro modos emergentes de colaboração humano-agente: autor, diretor, orquestrador e supervisor.

MIT SLOAN MANAGEMENT REVIEW The Loneliness of the Hybrid Worker MIT Sloan Management Review, Cambridge, maio de 2022. Disponível em: sloanreview.mit.edu Artigo que documenta como o trabalho híbrido pode amplificar a solidão profissional, especialmente para trabalhadores que não têm a presença física como âncora de pertencimento.

MONTEIRO, Jeronymo Biografia e referências. Disponível em: PublishNews, “Pai da ficção científica brasileira ganha site no seu aniversário”, 11 de dezembro de 2015 (publishnews.com.br). Fonte biográfica com detalhes da infância (pai analfabeto, retirada da escola aos oito anos, trabalhos manuais), obtidos de registros do próprio Monteiro e de pesquisadores. Fonte complementar: Wikipedia em português, verbete “Jeronymo Monteiro”, com referências a CAUSO, Roberto de Sousa. Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil, 1875 a 1950. Editora UFMG, Belo Horizonte, 2003. Obra acadêmica de referência para o período; recomendada como fonte primária para citação formal.

MONTEIRO, Jeronymo Galáxia 2000 Edições O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 1968. Seis edições. Primeira publicação brasileira dedicada integralmente à ficção científica, editada por Monteiro antes de sua morte. A continuidade foi assumida pela filha Therezinha, que levou o Magazine de Ficção Científica (1970 1972) até vinte números. Fontes: Wikipedia em português, verbete “Ficção Científica do Brasil” (seis edições confirmadas); Wikipedia em inglês, verbete “The Magazine of Fantasy & Science Fiction”, seção de edições internacionais (registra “quatro ou cinco edições”).

MONTEIRO, Jeronymo O Pato Donald e os nomes Disney Editora Abril, São Paulo, a partir de julho de 1950. Monteiro integrou a primeira equipe da Editora Abril como editor e criou os nomes dos personagens Disney em português: Tio Patinhas, Huguinho, Zezinho, Luizinho, Margarida. Fontes: Wikipedia em português, verbete “Pato Donald (revista em quadrinhos)”; Guia dos Curiosos, “Donald chegou ao Brasil com o nome de Pato Fernandinho”.

MORE, Thomas Utopia (Publicação original: Lovaina, 1516.) (Edição brasileira: Utopia. Trad. Jefferson Luiz Camargo e Marcelo Brandão Cipolla. Martins Fontes, São Paulo, 1999.) O texto que deu nome a um gênero e inaugurou a tradição de imaginar o trabalho organizado de forma radicalmente diferente. More imaginou, em 1516, uma sociedade em que seis horas de trabalho diário bem distribuído produzia o que todos precisavam. A pergunta central, quanto trabalho é suficiente e quem decide o que fazer com o tempo restante, ainda não foi respondida em 2026.

MÜNSTERBERG, Hugo Psychology and Industrial Efficiency Houghton Mifflin, Boston, 1913. O psicólogo alemão radicado nos EUA que fundou a psicologia industrial, a aplicação de métodos psicológicos à seleção, treinamento e motivação de trabalhadores. Um dos pais intelectuais do que viria a ser chamado de gestão de pessoas.

BLOCO N

NOVAIS, Fernando A. (Coord.); SOUZA, Laura de Mello e (Org.) História da Vida Privada no Brasil, vol. 1: Cotidiano e Vida Privada na América Portuguesa Companhia das Letras, São Paulo, 1997. O primeiro volume da série mais importante de história social do Brasil examina o cotidiano colonial, trabalho, família, fé, violência e sobrevivência.

NOVAIS, Fernando A. (Coord.); ALENCASTRO, Luiz Felipe de (Org.) História da Vida Privada no Brasil, vol. 2: Império – A Corte e a Modernidade Nacional Companhia das Letras, São Paulo, 1997. O segundo volume cobre o período imperial com o mesmo método de história social e cotidiana, com atenção especial à chegada da modernidade técnica ao Brasil, as primeiras ferrovias, o telégrafo, a imigração europeia e as transformações do trabalho.

NOVAIS, Fernando A. (Coord.); SEVCENKO, Nicolau (Org.) História da Vida Privada no Brasil, vol. 3: República – Da Belle Époque à Era do Rádio Companhia das Letras, São Paulo, 1998. O terceiro volume documenta a Primeira República e o início da industrialização brasileira, o período em que o trabalho assalariado urbano começa a se consolidar e as primeiras disputas por direitos trabalhistas tomam forma.

BLOCO O

O HOMEM PROIBIDO Criação de Dias Gomes. Rede Globo, Rio de Janeiro, 1982. Telenovela. A novela que incluiu um computador como personagem relevante na ficção televisiva brasileira, registro do momento em que a tecnologia começou a aparecer no imaginário popular nacional não apenas como notícia, mas como elemento dramático cotidiano.

ORWELL, George 1984 (Publicação original: Nineteen Eighty-Four. Secker & Warburg, Londres, 1949.) (Edição brasileira: 1984. Trad. Alexandre Hubner e Heloisa Jahn. Companhia das Letras, São Paulo, 2009.) A distopia do controle pelo terror — vigilância permanente, reescrita da história, linguagem que impossibilita o pensamento dissidente. O Ministério da Verdade e a Novafala têm equivalentes corporativos mais sutis do que qualquer gestor gostaria de admitir. O RH que usa IA generativa para disparar e-mails de engajamento sem autoria real está operando as “máquinas de escrever romances” de Orwell.

BLOCO P

PAPIRO LANSING (Papiro BM EA 9994) British Museum, Londres. Novo Reino egípcio, c. séc. XIII XII a.C. Contém a “Sátira dos Ofícios”, um dos primeiros textos conhecidos a ironizar diferentes profissões e suas condições de trabalho. O escriba egípcio que o compôs já sabia que algumas profissões eram mais valorizadas do que outras, e que a tecnologia da escrita era o que separava quem decidia de quem obedecia.

PELSTER, B.; SCHWARTZ, J. (Ed.) Rewriting the Rules for the Digital Age: 2017 Global Human Capital Trends Deloitte University Press, 2017. Edição do relatório anual da Deloitte que marcou a transição do debate sobre People Analytics para o debate sobre organização do futuro, equipes em rede, liderança distribuída e a dissolução das hierarquias tradicionais.

PERNOUD, Régine Para Acabar com a Idade Média (Publicação original: Pour en finir avec le Moyen Âge. Seuil, Paris, 1977.) (Tradução espanhola: Para acabar con la Edad Media. José J. de Olañeta Editor, Palma, 2010. Sem edição brasileira confirmada.) A medievalista francesa desmonta os preconceitos sobre a Idade Média como período de obscurantismo e barbaridade; o mesmo trabalho de desconstrução que Thaeo faz de dentro, como personagem.

PISTONO, Federico Os Robôs Vão Roubar Seu Trabalho, Mas Tudo Bem: como sobreviver ao colapso econômico e ser feliz Trad. Pedro Maia Soares. Portfolio-Penguin (Editora Schwarcz), São Paulo, 2012. (Publicação original: Robots Will Steal Your Job, But That’s OK. Federico Pistono, 2012.) O título é uma provocação e o livro cumpre a provocação. Pistono argumenta que a automação inevitavelmente eliminará trabalhos em massa, mas que isso pode ser uma oportunidade de repensar o que o trabalho significa e o que queremos fazer com o tempo que as máquinas nos devolverem.

PLATÃO Fedro Trad. Carlos Alberto Nunes. EDUFPA, Belém, 2007. O diálogo em que Sócrates, pela voz de Thaemo, critica a escrita como tecnologia que enfraquece a memória, porque quem escreve não precisa mais lembrar. O argumento mais antigo conhecido sobre dependência tecnológica cognitiva. Ressurge em 2026 nas pesquisas sobre atrofia cognitiva pelo uso de IA.

POHL, Frederik A Praga de Midas (Publicação original: The Midas Plague. Galaxy Science Fiction, abril de 1954.) (Sem edição brasileira confirmada.) Conto que imagina um mundo em que a automação gerou superprodução maciça e a força de trabalho passou a ser obrigada a consumir incessantemente para sustentar a economia. A libertação pelo excesso virou nova forma de servidão. A crítica mais precisa à falácia de que a tecnologia sempre liberta.

PORTAL ERP Potência Tecnológica que Move o Brasil: Totvs apoia a evolução de grandes empresas Portal ERP, s.d. Disponível em: portalerp.com Cobertura sobre a trajetória da Totvs como maior empresa de software de gestão empresarial do Brasil, contexto para os capítulos sobre consolidação do mercado nacional de tecnologia para RH.

PROUS, André O Brasil Antes dos Brasileiros: a pré-história do nosso país 2. ed. rev. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2007. O arqueólogo que mais sistematicamente estudou a pré-história brasileira apresenta o que se sabe sobre as populações que habitaram o território antes da chegada europeia: suas tecnologias, seus modos de vida e suas formas de organizar o trabalho.

PwC The Fearless Future: 2025 Global AI Jobs Barometer PricewaterhouseCoopers, Londres, junho de 2025. Disponível em: pwc.com Análise de quase um bilhão de anúncios de emprego em seis continentes, mostrando que a produtividade quadruplicou nos setores mais expostos à IA. Um dos estudos mais abrangentes sobre o impacto real da IA no mercado de trabalho global.

BLOCO Q R

REDONDI, Pietro Histórias do Tempo (Publicação original: Storie del tempo. Laterza, Roma-Bari, 2007.) (Dados de tradução incompletos no arquivo original – verificar antes da entrega final.) Ensaios sobre a história humana da medição do tempo (relógios, calendários, fusos horários) e como cada nova tecnologia de medição transformou a organização do trabalho e da sociedade.

REUTERS Amazon Scraps Secret AI Recruiting Tool That Showed Bias Against Women Reuters, 10 de outubro de 2018. A reportagem original que revelou o caso do sistema de triagem de currículos da Amazon.

REVISTA MELHOR – GESTÃO DE PESSOAS Arquivo completo: edições de dezembro de 1999 a novembro de 2020 Editora Segmento, São Paulo. Publicação oficial da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), entidade fundada em 13 de novembro de 1965. A revista circulou sob diferentes títulos ao longo de sua história (RI, Ser Humano, Melhor – Vida & Trabalho até consolidar-se como Melhor – Gestão de Pessoas), tornando-se um dos primeiros veículos brasileiros a defender a atuação estratégica do RH. O arquivo utilizado neste livro cobre as edições de dezembro de 1999 a novembro de 2020, período de cobertura direta do autor, e reúne mais de 300 reportagens e 70 artigos de opinião sobre tecnologia, gestão e transformação do RH brasileiro: quase 800 mil palavras. Esse material constitui a fonte primária da Parte 2 e é citado ao longo dos capítulos como registro jornalístico de época, não como análise retrospectiva. A série de especiais de tecnologia publicados entre 2009 e 2015 merece registro à parte: foram edições temáticas dedicadas à interseção entre tecnologia e gestão de pessoas, produzidas num período em que o tema ainda não dominava a pauta do RH brasileiro, mas já sinalizava o que viria a seguir. O arquivo completo, incluindo edições não digitalizadas, está sob guarda do autor e constitui o corpus documental mais extenso sobre tecnologia e RH no Brasil produzido por uma publicação especializada no período.

ROBERTS, Adam A Verdadeira História da Ficção Científica: do preconceito à conquista das massas Trad. Mário Molina. Seoman, São Paulo, 2018. (Publicação original: The History of Science Fiction. Palgrave Macmillan, Londres, 2005.) História literária e cultural da ficção científica desde suas raízes até o presente, com análise de como o gênero refletiu e moldou o imaginário tecnológico de cada época.

ROETHLISBERGER, F. J.; DICKSON, William J. Management and the Worker Harvard University Press, Cambridge, 1939. O relatório completo das pesquisas Hawthorne: os experimentos que mudaram a história da gestão de pessoas ao mostrar que produtividade é influenciada por fatores sociais e emocionais. O documento fundador das relações humanas como campo de estudo.

ROGERS, Everett M. Diffusion of Innovations Free Press, Nova York, 1962. 5. ed.: 2003. O clássico sobre como as inovações se difundem em sistemas sociais: o modelo de adotantes iniciais, maioria inicial, maioria tardia e retardatários.

ROSS, Casey; SWETLITZ, Ike IBM Pitched Its Watson Supercomputer as a Revolution in Cancer Care. It’s Nowhere Close. STAT News, 5 de setembro de 2017. A reportagem que documentou o fracasso do IBM Watson Oncology, o sistema que prometia revolucionar o diagnóstico de câncer e que hospitais ao redor do mundo compraram com entusiasmo, apenas para descobrir que as recomendações eram frequentemente inadequadas ou perigosas.

BLOCO S

SAHLINS, Marshall A Sociedade Afluente Original (Publicação original: The Original Affluent Society. In: Stone Age Economics. Aldine-Atherton, Chicago, 1972.) (Edição brasileira disponível em coletâneas de antropologia econômica.) O antropólogo que virou o argumento sobre pobreza pré-histórica de cabeça para baixo: as sociedades de caçadores-coletores não eram miseráveis, mas trabalhavam poucas horas por dia e tinham tempo abundante para descanso e vida social. A escassez chegou com a agricultura e a acumulação.

SANMARTÍN, Joaquín; SERRANO, José Miguel Historia Antigua del Próximo Oriente: Mesopotamia y Egipto Akal, Madrid, 1998. Manual acadêmico sobre a história antiga do Oriente Próximo, com análise das primeiras formas de organização política, econômica e do trabalho nas civilizações mesopotâmica e egípcia.

SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel Brasil: Uma Biografia Companhia das Letras, São Paulo, 2015. A história do Brasil contada por duas das mais importantes historiadoras brasileiras, da colonização ao século 21, com atenção especial às contradições estruturais do país: escravidão, desigualdade, modernização seletiva.

SCOTT, Kevin; SHAW, Greg O Futuro da Inteligência Artificial: de ameaça a recurso Trad. André Fontenelle. HarperCollins Brasil, Rio de Janeiro, 2023. (Publicação original: Reprogramming the American Dream: From Rural America to Silicon Valley. HarperCollins, Nova York, 2020.) O CTO da Microsoft e um jornalista do MIT Technology Review examinam como a IA pode ser desenvolvida de forma a beneficiar não apenas os centros tecnológicos urbanos, mas populações rurais e trabalhadores de todos os perfis.

SHAO et al. Future of Work with AI Agents: Auditing Automation and Augmentation Potential across the U.S. Workforce Stanford University, 2025. Disponível em: arxiv.org Análise do potencial de automação e augmentação por agentes de IA em diferentes ocupações da força de trabalho americana, com metodologia de auditoria que vai além dos modelos tradicionais de substituição de tarefas.

SHELLEY, Mary Frankenstein, ou o Prometeu Moderno (Publicação original: Frankenstein, or The Modern Prometheus. Lackington, Hughes, Harding, Mavor & Jones, Londres, 1818.) (Edição brasileira: Frankenstein. Trad. Christian Schwartz. Penguin-Companhia, São Paulo, 2011.) O livro mais mal lido da história da ficção científica no contexto corporativo. Não é sobre um monstro, mas sim sobre a fuga da responsabilidade do criador. Victor Frankenstein abandona a criatura no momento em que ela abre os olhos. O sistema de IA implementado sem auditoria contínua é um Frankenstein corporativo.

SHRM Automation, Generative AI, and Job Displacement Risk in U.S. Employment SHRM, Alexandria, outubro de 2025. Pesquisa que analisou o risco de automação em diferentes categorias de emprego, com dado específico sobre o emprego em RH: 64,4% tem ao menos uma barreira não-técnica à automação, julgamento situacional, confiança e responsabilidade moral.

SHRM State of AI in HR 2026 Society for Human Resource Management, 2026. Disponível em: shrm.org Relatório que encontrou que 73% dos profissionais de RH em nível de diretoria já adotavam IA no trabalho em 2025, com as aplicações mais comuns concentradas em tarefas transacionais.

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SMITH, Adam A Riqueza das Nações (Publicação original: An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations. W. Strahan and T. Cadell, Londres, 1776.) (Edição brasileira: A Riqueza das Nações. Nova Cultural, São Paulo, 1996.) O texto fundador da economia política moderna, e da divisão do trabalho como princípio organizador da produção. A fábrica de alfinetes que Smith descreveu no capítulo 1 é o primeiro argumento sistemático sobre como especialização e tecnologia aumentam produtividade. E o primeiro argumento que ignora o que essa especialização faz com quem a pratica.

STOCKWELL, Peter The Poetics of Science Fiction Longman, Londres, 2000. Confirma as faixas de pagamento das revistas de Gernsback (entre um quarto e um centavo por palavra) e o padrão da Astounding (um centavo por palavra na aceitação). Contexto sobre a hierarquia de pagamentos entre as publicações do período. Fonte complementar: SF Encyclopedia, verbete “SF Magazines” (sf-encyclopedia.com).

SUZMAN, James Trabalho: uma história profunda, da Idade da Pedra à era dos robôs (Publicação original: Work: A Deep History, from the Stone Age to the Age of Robots. Penguin, Nova York, 2021.) (Edição brasileira: Trabalho: Uma História Profunda. Trad. Débora Ginza. Intrínseca, Rio de Janeiro, 2022.) O antropólogo que estudou os San do Kalahari (uma das últimas sociedades de caçadores-coletores) usa essa experiência como ponto de partida para uma história profunda do trabalho humano. Por que trabalhamos tanto? O que faz uma tarefa valer o esforço? Perguntas que a automação torna urgentes.

BLOCO T

TAHAN, Malba O Homem que Calculava (Publicação original: Rio de Janeiro, 1938.) (Edição atual: Record, Rio de Janeiro.) O clássico brasileiro de Júlio César de Mello e Souza, publicado sob o pseudônimo árabe Malba Tahan, que narra as aventuras de Beremiz Samir, o calculista persa que resolve problemas com matemática e sabedoria. Um dos primeiros livros brasileiros a celebrar a inteligência computacional como forma de resolução de problemas, décadas antes dos computadores.

TAYLOR, Frederick Winslow Princípios da Administração Científica (Publicação original: The Principles of Scientific Management. Harper & Brothers, Nova York, 1911.) (Edição brasileira: Princípios de Administração Científica. Trad. Arlindo Vieira Ramos. Atlas, São Paulo, 1990.) O engenheiro que transformou o trabalho em dado mensurável, com cronômetro, planilha e a convicção de que havia “a melhor maneira” de executar qualquer tarefa. O taylorismo separou permanentemente quem pensa de quem executa e criou a caixa preta da gestão que os algoritmos do século 21 não inventaram: apenas digitalizaram.

THINK WORK; RADAR DO FUTURO RH Digital no Brasil: Diagnóstico 2025 Think Work; Radar do Futuro, junho de 2025. Pesquisa sobre maturidade digital do RH brasileiro, com dados sobre adoção de tecnologia, gaps de implementação e percepções de líderes da área sobre o futuro da função.

TOFFLER, Alvin O Choque do Futuro (Publicação original: Future Shock. Random House, Nova York, 1970.) (Edição brasileira: O Choque do Futuro. Record, Rio de Janeiro, 1972.) O livro que nomeou o fenômeno de desorientação gerada pela velocidade da mudança tecnológica e social. Toffler descreveu em 1970 o que o Work Trend Index da Microsoft mede em 2026: a incapacidade humana de processar transformações que chegam mais rápido do que a sabedoria para lidar com elas.

TROST, Armin Estratégias de Recursos Humanos: equilibrando estabilidade e agilidade na era da digitalização (Publicação original: Human Resource Strategies: Balancing Stability and Agility in Times of Digitization. Springer, Cham, 2020.) (Sem edição brasileira confirmada, o título em português é tradução livre do original.) O professor alemão propõe um framework para equilibrar a necessidade de estabilidade organizacional com a agilidade exigida pela transformação digital. Inclui a premissa central citada no livro: “As nomeações de talentos são processos sociais apoiados por dados. Todas as decisões relacionadas a pessoas são tomadas por pessoas”.

TURING, Alan Computing Machinery and Intelligence Mind, v. 59, n. 236, p. 433–460, 1950. O artigo que propôs o Teste de Turing (a pergunta “pode uma máquina pensar?”, mas reformulada como jogo de imitação). Em 1950, Turing não estava descrevendo o que a IA era. Estava definindo o que ela precisaria ser para ser chamada de inteligente.

BLOCO U

ULRICH, Dave Human Resource Champions: The Next Agenda for Adding Value and Delivering Results Harvard Business Review Press, Boston, 1997. O livro que popularizou o conceito de “RH estratégico” e definiu os quatro papéis do profissional de RH: parceiro de negócios, agente de mudança, especialista administrativo e defensor dos empregados. O framework que a área abraçou, e que ainda debate se conseguiu implementar.

ULRICH, Dave; BROCKBANK, Wayne The HR Value Proposition Harvard Business Review Press, Boston, 2005. A atualização do framework de Ulrich, com foco em como o RH pode demonstrar valor tangível para o negócio.

UNDERWOOD TYPEWRITER COMPANY Modelo Underwood No. 1 Lançado em 1895, desenvolvido por Franz Xaver Wagner e comercializado por John T. Underwood. A máquina de escrever Underwood padronizou o teclado QWERTY e transformou a produção de documentos escritos nas organizações. Aparece como referência histórica na frase de Antonio Salvador sobre “uma lei trabalhista da máquina de escrever”, e como símbolo da distância entre a tecnologia do trabalho e a regulação do trabalho.

UNILEVER; THE CASE CENTRE Unilever: Transforming Preliminary Hiring Through End-to-End AI-Based Digital Process The Case Centre. Disponível em: thecasecentre.org Estudo de caso sobre a transformação do processo seletivo da Unilever com triagem baseada em IA, um dos primeiros casos de larga escala de recrutamento digital com inteligência artificial documentados em material acadêmico.

BLOCO V

VAUCANSON, Jacques de Le Mécanisme du Flûteur Automate Paris, 1738. É uma descrição técnica do Pato Mecânico, o autômato que Vaucanson apresentou à corte francesa em 1738 e que simulava digestão, movimentos de asa e produção de fezes. Uma das primeiras demonstrações documentadas de automação como espetáculo; a tecnologia servindo ao entretenimento da elite antes de servir à produção.

VARRÃO, Marco Terêncio Rerum Rusticarum (Da Agricultura) Livro I, cap. 17.1. Roma, séc. I a.C. Edição de referência: Trad. W. D. Hooper e H. B. Ash. Harvard University Press (Loeb Classical Library), Cambridge, 1934. O tratado agrícola romano que classificou os instrumentos de trabalho em três categorias: os que falam (instrumentum vocale, os escravos), os que emitem sons (instrumentum semivocale, os animais) e os mudos (instrumentum mutum, as ferramentas). A ansiedade de 2026 sobre ser substituído pela máquina tem raízes nessa classificação de dois mil anos.

BLOCO W

WATSON WYATT WORLDWIDE O Efeito Net: Internet, Intranet e eHR Pesquisa conduzida no Brasil em 2000. Relatórios da Watson Wyatt. Uma das primeiras pesquisas sistemáticas sobre o impacto da internet nos processos de RH no Brasil (recrutamento online, autoatendimento e comunicação interna digital).

WEST, Darrell M. The Future of Work: Robots, AI, and Automation Brookings Institution Press, Washington D.C., 2018. O pesquisador do Brookings Institution examina o impacto da automação e da IA no mercado de trabalho americano, com propostas de políticas públicas para gerenciar a transição.

WHEELER, Anthony R.; BUCKLEY, M. Ronald RH Sem Pessoas: evolução industrial na era da automação, IA e aprendizado de máquina (Publicação original: HR Without People? Industrial Evolution in the Age of Automation, AI, and Machine Learning. Emerald Publishing, Bingley, 2021.) (Sem edição brasileira confirmada, título em português é tradução livre do original.) Os autores examinam a tensão de uma área chamada “recursos humanos” que usa cada vez mais tecnologia para substituir interações humanas.

WIKIPEDIA Aneel Bhusri / David Duffield / Workday, Inc. Wikimedia Foundation, 2026. Disponível em: en.wikipedia.org Verbetes utilizados para verificação de dados biográficos e históricos sobre os fundadores da Workday e a trajetória da empresa. Citados com a ressalva padrão de que Wikipedia é ponto de partida para verificação, não fonte primária.

WILSON, H. James; DAUGHERTY, Paul R. Collaborative Intelligence: Humans and AI Are Joining Forces Harvard Business Review, julho agosto de 2018. Disponível em: hbr.org O artigo que consolidou o argumento de que os maiores ganhos de performance com IA não vêm da automação que substitui trabalhadores, mas da colaboração entre humanos e máquinas. Pesquisa com 1.500 empresas.

WONG, J. C. The Cambridge Analytica Scandal Changed the World — But It Didn’t Change Facebook The Guardian, Londres, 17 de março de 2019. Análise do impacto duradouro do escândalo Cambridge Analytica sobre as práticas de coleta de dados em plataformas digitais, e sobre por que as mudanças regulatórias e culturais ficaram muito aquém do que o escândalo parecia exigir.

WORLD ECONOMIC FORUM Future of Jobs Report 2025 WEF, Genebra, janeiro de 2025. Disponível em: weforum.org O relatório mais citado do mundo sobre o futuro do trabalho, com projeções sobre quais funções crescerão, quais declinarão e quais competências serão mais valorizadas na próxima década.

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