Onde o RH e a arquitetura se encontram
Prepare-se para entrar em um novo ambiente de conteúdo, que traz as melhores discussões e insights sobre o novo ambiente de trabalho em uma parceria com o Office Connection
Você já parou para observar uma pintura renascentista? Aquelas catedrais góticas que parecem se estender infinitamente? Ou mesmo uma simples fotografia de uma estrada que some no horizonte? Todos esses têm algo em comum: o ponto de fuga. Acontece que esse conceito, fundamental na arquitetura e nas artes visuais, acabou virando o nome da nossa mais nova seção aqui no RH NO PONTO. E não foi por acaso.
O que diabos é um ponto de fuga?
Calma, não vou dar uma aula de geometria descritiva: o ponto de fuga é, basicamente, aquele local para o qual todas as linhas de uma perspectiva convergem. É o lugar no qual nossos olhos naturalmente se dirigem, onde a profundidade ganha sentido, onde o espaço se organiza de forma harmoniosa.
Na arquitetura, o ponto de fuga é o que ajuda a dar vida aos projetos. Ele cria a sensação de amplitude, de movimento, de que aquele espaço não é apenas funcional, mas também inspirador.
E por que isso importa para quem trabalha com gente?
Quando a empresa busca um novo espaço
Vamos lá: se o ambiente de trabalho mudou – e mudou mesmo, não há como negar –, então precisamos conversar sobre isso. As empresas estão num dilema épico: algumas forçando o retorno presencial como se fosse 2019, outras abraçando o modelo híbrido sem saber muito bem o que fazer com aqueles metros quadrados caros que alugam no centro da cidade.
O escritório virou protagonista de uma novela que ninguém sabe como vai terminar. Ele precisa ser atraente o suficiente para fazer o funcionário trocar o conforto da mesa da cozinha pela mesa corporativa (ou o sofá da sala). Precisa ser acolhedor sem ser paternalista. Produtivo sem ser claustrofóbico. É quase um milagre da arquitetura e engenharia comportamentais.
Por falar nisso, é aí que entra nossa nova seção: Ponto de fuga.
A fuga necessária (mas controlada, claro)
Diga-se de passagem, este é o primeiro espaço do RH NO PONTO que literalmente nos leva para fora do site. É nossa fuga oficial – mas é por uma boa causa! Cada conteúdo que publicarmos aqui terá um link direto para o material completo no YouTube, hospedado na página do Office Connection.
E o que é o Office Connection? É um hub de networking e conhecimento para quem vive o dia a dia da arquitetura e engenharia corporativas, além do pessoal de facilities management. É lá que a conversa sobre espaços corporativos acontece de verdade, sem romantização, mas também sem aquele pessimismo corporativo que às vezes nos consome. O Office Connection é capitaneado por Gustavo Sigolo e Luis Onaga!
Onde as ideias ganham forma
Aliás, tenho o prazer (e a responsabilidade) de mediar algumas dessas conversas. No Arena Office, que acontece durante a ABIMAD, e no Meeting Office, que acontece no WorkLab da Cavaletti, destrinchamos essas questões que estão tirando o sono de muito RH e muito facilities por aí. Sim, de arquitetos e engenheiros também.
São conversas que misturam dados duros com insights comportamentais, tendências de mercado com necessidades humanas muito básicas – como ter um lugar decente para tomar um café sem parecer que você está numa estação de metrô na hora do rush.
Por que isso importa para você?
Seja como for, se você trabalha com pessoas, precisa entender onde essas pessoas trabalham. O espaço não é neutro – ele comunica valores, facilita ou dificulta colaboração, inspira ou deprime, inclui ou exclui. É parte da experiência do colaborador tanto quanto o salário ou o plano de saúde.
E se a sua empresa está repensando os espaços (ou deveria estar), este é o lugar em que você vai encontrar insights que vão além do “vamos colocar umas plantas e um puff colorido no meio da sala”.
O convite
Então, sempre que você vir um novo conteúdo no Ponto de fuga, saiba que é um convite para expandir o olhar. Para entender que RH e arquitetura corporativa não são mundos separados – são perspectivas diferentes do mesmo desafio: criar ambientes onde as pessoas possam dar o melhor de si.
É nossa forma de reconhecer que, às vezes, a mudança que precisamos não está apenas na política da empresa ou no treinamento de liderança. Está também na forma como organizamos o espaço, como pensamos a luz natural, como facilitamos o encontro casual entre colegas.
Afinal, se vamos passar um terço da nossa vida no trabalho, que pelo menos seja num lugar que faça sentido. Um lugar com um bom ponto de fuga.
(a imagem deste artigo é do livro “Traité des pratiques geometrales et perspectiues enseignées dans l’Academie royale de la peinture et sculpture”, de 1665)
