A empresa agora se senta à mesa das Nações Unidas
Do escritório ao planeta, o novo papel do RH na construção de um futuro mais inclusivo e sustentável
Se havia um tema que pairava sobre o CONARH e a EXPO ABRH como uma grande e inevitável nuvem de propósito, era este. As siglas DE&I e ESG deixaram de ser apenas um check-box no relatório anual e viraram o pilar de um novo tipo de empresa. A conversa, antes focada em números, agora se volta para o que realmente importa: gente. E o planeta, onde a gente vive. O RH, por sua vez, assumiu um novo papel: de gestor de pessoas, passou a ser uma espécie de “diplomata”.
Talvez você já tenha se perguntado: como construir um ambiente de trabalho que seja, de fato, um reflexo do mundo lá fora? Ou: como garantir que todos os grupos, dos mais jovens aos mais experientes, dos mais representados aos minorizados, se sintam, de fato, parte do time? E, mais do que isso, como transformar a empresa em uma força para o bem, com um impacto social e ambiental que vá além do marketing?
O Auditório Alelo se tornou o palco dessas discussões. O debate sobre o reequilíbrio da força de trabalho e a integração de multigerações abriu as conversas. Depois, veio a prova prática: cases reais e ações que geram impacto, que mostraram que a teoria já está nas ruas. A conversa seguiu com o tema “Somando diferenças: diversidade de experiências e amadurecimento profissional” e com a provocação sobre por que o futuro será feminino, uma constatação que ecoa por todo o mercado.
A pauta não parou por aí. Discutiu-se a inclusão da pessoa com deficiência, um tema que vai além da cota, e a adaptabilidade e conexão como o novo jeito de se relacionar. No eixo ESG, as palestras eram como uma grande conferência global: “ESG na prática: como pessoas, governança e propósito moldam um futuro sustentável” e “COP30 e o Brasil global: como as pessoas podem transformar o futuro”. O RH, de repente, se viu no centro de discussões que antes pareciam exclusivas de chefes de Estado.
Nos estandes, essa teoria foi transformada em ação. A Pluxee anunciou a parceria com a Conquer Unna, uma escola de formação em liderança para mulheres, um passo concreto para reequilibrar a balança. A Sicredi, por sua vez, mostrou a jornada de sua marca, que se tornou a melhor empresa para se trabalhar no Brasil, reforçando que uma cultura centrada em pessoas não é apenas um ideal, mas um caminho para o sucesso.
Em suma, vimos que a conversa sobre DE&I e ESG deixou de ser um anexo e se tornou a espinha dorsal do RH. O gestor de pessoas agora assume o papel de arquiteto de culturas, de construtor de pontes e de agente de transformação, entendendo que a reputação da empresa está diretamente ligada à sua capacidade de ser um agente de mudança social.
E o que (e quem) mais vimos na EXPO?
- CUP: durante o evento, trouxe o tema “Diversidade será a pauta central da CUP”, conduzido com interações por meio de jogos.
- Espro: além da formação de jovens, ofereceu a elaboração e implementação de programas de ESG, com ativações que demonstraram seu impacto social.
- FGV: a Arena FGV Talk promoveu debates com grandes nomes do mercado sobre ESG.
- Infraprev: lançou o programa Previdência em Pauta, que reforça o pilar social do ESG e apoia ações de RH ligadas à NR-01.
- ISBET: ofereceu soluções estratégicas para programas de estágio e jovem aprendiz com foco em ESG e inclusão.
- Specialisterne: empresa global de impacto social focada na inclusão profissional de pessoas autistas, reafirmando seu compromisso em promover a diversidade no mercado de trabalho.
- Travessia: levou soluções em DEI e ESG, com foco na nova NR-1 e riscos psicossociais, oferecendo diagnóstico e capacitações estratégicas para ambientes mais diversos, seguros e saudáveis.
- Sicredi: destacou seu compromisso com a valorização do capital humano e a construção de uma cultura centrada nas pessoas, o que também se alinha com DEI ao promover propósito e bem-estar.
