Líder, diga-me o que você sente
Do crachá de gerente à alma de CEO: a nova jornada do desenvolvimento
Em algum lugar do passado, quando alguém mencionava a palavra “liderança” logo se imaginava uma figura parruda, masculina, sabedora de tudo, infalível, capaz de dar ordens, ditar o ritmo e controlar todos os reles mortais do escritório no campo de batalha do mercado. Durante o CONARH, essa imagem foi substituída pela de um jardineiro. Ou de um terapeuta. Ou, no mínimo, de alguém que se preocupa mais com a alma do que com o crachá. Ou alguém que também sente medo, que não sabe das coisas, mas que é tão gente como a gente. E isso faz com que a grande pauta de desenvolvimento, educação e liderança não seja mais sobre como gerenciar, mas sobre como cuidar.
O dilema é real: como preparar líderes e equipes para um mercado que muda na velocidade da luz? Como desenvolver soft skills quando o mundo só parece valorizar as hards? E como garantir que a aprendizagem seja contínua, sem que ela pareça um castigo?
Questões como essas fizeram e fazem com que o mercado de RH tenha se cansado de dar respostas fáceis. Agora, a busca é por metodologias que realmente gerem impacto.
Já falamos que o Auditório Alelo se tornou um grande divã, não? Coloque os líderes lá também, por favor. As conversas eram sobre o futuro do trabalho e o novo papel do RH, como se o setor estivesse, enfim, assumindo o protagonismo. Os debates seguiram para a era do empoderamento e as sobre as organizações que criam culturas de autonomia e autogestão, mostrando que o poder, agora, é horizontal. A conversa sobre organizações empoderadas por competências foi um alerta de que o conhecimento, e não o cargo, é o novo ouro.
E como toda boa sessão de terapia, a pauta foi aprofundando. Diga-me o que você sente, RH. Com o que vem sonhando? As discussões sobre a liderança lusófona trouxeram um olhar regional, enquanto o bate-papo sobre a neuro-cultura e a transformação da saúde mental em vantagem competitiva conectavam o cérebro à estratégia de negócio. E tivemos a busca por uma humanização da liderança, com suas fragilidades e vulnerabilidades, uma confissão de que a perfeição não está mais na moda. E a sessão do divã termina com a pergunta que todo CEO deveria se fazer: “Cultura desejada ou cultura necessária?”, uma questão sobre gerir a mudança ou a evolução. Mas o grande final veio com as jornadas de CEOs com alma de RH: um lembrete de que o negócio, para prosperar, precisa ter gente no centro.
Fora dos grandes auditórios, a terapia continuava. A ESPM, em sua sala Hyflex, ofereceu talks dinâmicos sobre o RH do futuro, como se estivesse dando a primeira dose do antídoto contra a burocracia. E a FGV promoveu debates na sua Arena, focados no protagonismo da liderança, em uma espécie de masterclass para quem busca, de fato, fazer a diferença.
Em suma, o que vimos foi uma mudança de paradigma. O desenvolvimento de líderes não é mais sobre dar-lhes ferramentas de gestão, mas sim sobre ajudá-los a encontrar sua humanidade. O RH, por sua vez, está se tornando menos um departamento e mais um guia, uma bússola para que empresas e pessoas possam, juntas, encarar o futuro sem medo.
E o que (e quem) mais vimos na EXPO?
- Cuboo Experience: chegou com o Protocolo 108, uma experiência imersiva em realidade virtual que une narrativa, tecnologia e Game-Based Learning para desenvolver habilidades humanas.
- Cuca Mundi: trouxe treinamentos corporativos que desenvolvem soft skills com experiências práticas e gamificadas.
- EDAQ: levou soluções para o desenvolvimento de lideranças com foco em performance, diversidade e saúde emocional, com programas híbridos e mentorias personalizadas.
- Elleve: apresentou o Elleve Performance, um benefício educacional que conecta colaboradores às melhores instituições de ensino, e o Talent Analytics, plataforma de inteligência para decisões estratégicas.
- ESPM: esteve no CONARH com o tema “Liderança: estratégia, narca e tecnologia na transformação organizacional”, com talks dinâmicos sobre RH do futuro, IA, branding e liderança na sala Hyflex e um estúdio de podcast.
- Extended DISC BR: atua no desenvolvimento com tecnologia que mapeia perfil, comunicação, tomada de decisão, potencial em vendas e habilidades cognitivas para formar equipes e lideranças estratégicas.
- FGV: participou com uma programação focada em temas estratégicos da liderança contemporânea, com debates na Arena FGV Talk sobre inovação, transformação digital, ESG e protagonismo da liderança.
- Fundação Vanzolini: apresentou mais de 90 treinamentos prontos e adaptáveis em liderança e soft skills, projetos, normas e certificações, e criação de iniciativas personalizadas em design instrucional, saúde mental e aplicação de IA.
- Happmobi: apresentou o LMS e LXP Happlearn, uma plataforma que também possui gestão de mentoria entre colaboradores e capacitação de parceiros/terceiros.
- Hashtag Treinamentos: oferece treinamentos em Excel, Power BI, Inteligência Artificial, Soft Skills e outros, adaptáveis à realidade de cada cliente.
- LAIOB: transforma carreiras por meio de programas executivos internacionais em universidades de excelência, unindo educação global, networking e certificação internacional em áreas como gestão, marketing e liderança.
- SALA 20: levou um olhar sobre o desenvolvimento de jovens talentos, unindo neurociência, people skills e estratégias de mercado para formar líderes antes dos 30.
- Upskill Platform: lançou o livro “Trabalho intencional em equipe” e sua nova solução que agrega o potencial da IA a mentorias com humanos para escalar a personalização no desenvolvimento de liderança.
- Vinho Tinta: proporcionou para equipes experiências sensoriais que estimulam criatividade, colaboração e foco no coletivo.
