Contratar depois do meteoro: uma missão para um arquiteto de equipes
Do currículo em papel ao perfil do candidato ideal, o recrutamento é a nova fronteira da guerra por talentos
Logo após a queda do meteoro que dizimou os dinossauros da face da Terra, contratar alguém era uma missão quase impossível. Ok, era impossível já que o ser humano ainda levou um tempo para aprender a mandar currículo depois de ver uma vaga em um anúncio na seção de classificados de um jornal (impresso), geralmente no domingo. Não, os Flintsones não se encaixam aui, embora convivessem com dinossauros na tela. Nem o Dino da Silva Sauro (de A família Dinossauro) também não vale ser citado – até por que ele estava empregado…
Mas, voltemos: há um tempo, contratar era uma tarefa burocrática. Publicava-se uma vaga, recebiam-se currículos e, com sorte, encontrava-se alguém que se encaixasse. Essa época, felizmente, ficou para trás. Na EXPO ABRH, a pauta de recrutamento, seleção e gestão de talentos era uma verdadeira epopeia, uma busca sagrada pelo talento ideal, com uma pitada de misticismo e muita tecnologia.
Como ser rápido e sem errar numa contratação? Como atrair as novas gerações, que não querem apenas um emprego, mas um propósito? E como garantir a diversidade e a alta performance ao mesmo tempo? Chega de respostas fáceis. Agora, a busca é por soluções que combinem precisão e alma.
Embora no Auditório Alelo não tenha tido uma conversa explicitamente sobre recrutamento, ele deu um jeito de dar as caras por lá. O debate sobre novos olhares para carreira foi o pano de fundo perfeito. Afinal, para recrutar bem, é preciso entender o futuro do trabalho. É como procurar um tesouro sem ter o mapa. A palestra focada no crescimento, possibilidades e novas profissões no futuro foi um lembrete de que o RH precisa ter visão de futuro, não apenas de presente. Pensou em George Jetson? Esqueça: ele também está empregado.
O que se viu nos estandes foi um espetáculo à parte. A Pandapé teve a ideia inédita de trazer a Márcia Sensitiva, que usou os signos para prever o comportamento de candidatos. Um aceno claro e bem-humorado de que, na busca por talentos, vale de tudo: da gamificação à astrologia (não pude saber como são os cancerianos…). A mesma empresa também trouxe a palestra de Ana Paula Prado sobre gamificação e contratação mobile-first, mostrando que o processo precisa ser leve, rápido e acessível.
Em outro canto, o IOS – Instituto da Oportunidade Social deu a voz à Geração Z, com um estudo que ia “além dos rótulos”. Foi como escutar uma nova linguagem, um novo dialeto, sobre o que essa geração quer, pensa e espera do mundo do trabalho. Um lembrete de que o recrutamento não é apenas um processo, mas um diálogo entre gerações.
No final das contas, o que o CONARH mostrou foi uma mudança de paradigma. O recrutamento e a seleção deixaram de ser uma tarefa para se tornar uma arte. O RH, por sua vez, está se tornando menos um “validador de currículos” e mais um “arquiteto de equipes”, construindo soluções sob medida para cada talento, e entendendo que a busca pelo perfil perfeito exige uma combinação de tecnologia e sensibilidade.
E o que (e quem) mais vimos na EXPO?
- Asserh: atua com cobertura regional e nacional, tecnologia própria na triagem, banco de talentos exclusivo e análise da aderência à cultura organizacional.
- Companhia de Estágios: apresentou pesquisa sobre o perfil do jovem aprendiz brasileiro e ofereceu informações sobre atração de talentos e gestão de contratos para jovens aprendizes, estagiários e trainees.
- CUP: consultoria em RH com abordagem 360, oferece serviços completos em gestão de pessoas, incluindo recrutamento e seleção (vagas PCD e regulares) e Projetos RPO.
- Espro: entidade sem fins lucrativos que atua na formação e inclusão produtiva de jovens, levando sua plataforma completa de soluções para empresas, como capacitação profissional e programas jovem aprendiz e estágio.
- Grupo Soulan: apresentou suas soluções para atração, retenção e desenvolvimento de talentos, focadas na terceirização e recrutamento ágil.
- IOS – Instituto da Oportunidade Social: falou ativamente sobre o trabalho de formação e capacitação de jovens em tecnologia para a inserção no mercado de trabalho e apresentará dados inéditos sobre a Geração Z.
- ISBET: apresentou soluções para programas de estágio e jovem aprendiz, atuando como parceiro das áreas de RH para mapeamento de perfil e capacitação customizada.
- Pandapé: esteve com um estande com plenária de conteúdo e lançou duas soluções focadas na agilidade e na precisão nas contratações do Brasil.
- Rising Capital Humano: rem como missão construir times de alta performance por meio de serviços de recrutamento e seleção e treinamentos exclusivos, com team buildings e jogos autorais.
- Vocação: marcou presença com uma proposta para programas de aprendizagem e estágio, com sua plataforma própria de gestão e tecnologia social para conectar jovens talentos e empresas.
